05/10/2023 às 22h32min - Atualizada em 05/10/2023 às 22h32min

Áudio é considerado pista de que traficantes confundiram médico com miliciano

Rio de Janeiro

Extra Online
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Foto: Reprodução

Um áudio interceptado pela Polícia Civil mostra um homem que seria ligado ao tráfico de drogas aparentemente indicando o local onde ocorreu o ataque na noite de quarta-feira e que deixou três médicos mortos. Segundo o G1, na gravação o homem diz: "Acho que é Posto 2". O crime ocorreu em um quiosque da Barra da Tijuca, justamente no Posto 2 da orla. A semelhança física entre o ortopedista Perseu Ribeiro de Almeida, de 33 anos, e o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26, é uma das linhas de investigação para o triplo homicídio ocorrido. De acordo com as polícias Civil e Federal, Perseu tem peso, altura, cabelo e barba parecidos com Taillon, e pode ter sido confundido com ele quando estava com três amigos em um quiosque na orla do bairro frequentado pelo criminoso.

No outro lado da linha, segundo o G1, estaria o traficante Juan Breno Malta, braço-direito de Philip Motta, o Lesk, que era miliciano da Gardênia Azul e trocou de facção. O carro usado no crime também foi rastreado até a Cidade de Deus, controlada por criminosos rivais aos milicianos da Muzema e Rio das Pedras.

As execuções que vitimaram três homens num quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oste do Rio, estão sendo investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital como triplo homicídio. Uma das possíveis motivações, de acordo com a Polícia Civil, pode ser a semelhança física entre uma das vítimas, Perseu Ribeiro de Almeida, de 33 anos, e um miliciano que frequentava o lugar, Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26. O caso aconteceu nesta quinta-feira, no Quiosque Naná 2, na Zona Oeste do Rio. De acordo com as polícias Civil e Federal, Perseu tem peso, altura, cabelo e barba parecidos com Taillon, que costumava frequentar o local. Entre os detalhes que faltam ser esclarecidos está quem são os mandantes do crime.

O que já se sabe

Um funcionário do quiosque afirmou que os médicos haviam pago a conta e aparentavam estar de saída do local. As câmeras de vigilância marcavam 0h59 desta quinta-feira quando um carro estacionou sobre a faixa de pedestres: com a luz de freio acionada, três homens armados desembarcaram, um por cada porta, e miraram no grupo de ortopedistas: Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos; Perseu Ribeiro de Almeida, de 33; Diego Ralf Bomfim, de 35, e Daniel Sonnewend, de 32 anos.

Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos, passou por cirurgia nas pernas e está em estado estável, no Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra. Além dele, os outros ortopedistas estavam no Hotel Windsor, que fica localizado em frente ao Quiosque Naná 2, onde o crime aconteceu, para assistir a um congresso da especialidade médica que acontece de quatro em quatro anos.

Os médicos chegaram na última quarta-feira num voo de Congonhas para o Santos Dumont. Segundo a TV Globo, os homens teriam ido ao quiosque assistir ao jogo do Fluminense. Dois deles apareciam com camisas de time. Os criminosos dispararam 33 tiros de pistolas 9mm.

Parentesco com Sâmia Bomfim chamou atenção

Diego Ralf Bomfim, de 35 anos, é irmão da deputada federal pelo PSOL Sâmia Bomfim e cunhado do também deputado Glauber Braga, do mesmo partido. O médico chegou a ser levado para o Hospital Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos.

Uma nota assinada pela deputada Fernanda Melchionna, que foi escolhida para falar em nome da família, afirma que Sâmia "está devastada nesse momento terrível de perda e dor, assim como o seu companheiro Glauber Braga, que a acompanha neste momento". Os parentes de Diego Bomfim prestaram solidariedade com os familiares de todas as vítimas do que chamaram de "crime bárbaro", agradeceram as mensagens de apoio que receberam e cobraram rigor nas investigações.

"Pelas imagens divulgadas pela imprensa, tudo indica que se trata de uma execução. Exigimos imediata e profunda investigação para descobrir as motivações do crime, assim como a identificação e prisão dos executores. Já pedimos ao ministro da Justiça, Flávio Dino, o acompanhamento do caso pela Polícia Federal e estamos formalizando a solicitação com o ministério", diz a nota.

Miliciano ganhou condicional em setembro

Documentos obtidos pelo GLOBO revelam que Taillon Barbosa obteve livramento condicional em 25 de setembro deste ano. Segundo o processo, ele mora na Avenida Lúcio Costa, na mesma avenida onde os médicos foram assassinados. Seu apartamento fica a 750 metros do quiosque onde aconteceu o crime.

A decisão do livramento condicional, assinada pelo juiz Cariel Bezerra Patriota, determina que Taillon compareça ao juízo a cada três meses para comprovar suas atividades. Ele precisa voltar para casa às 23h e permanecer durante toda a noite. Também é sua obrigação "porta-se de acordo com os bons costumes", não se ausentar do estado, não se mudar sem comunicação ao juízo.

O que ainda não se sabe

Embora a polícia não descarte a possibilidade de as mortes terem acontecido devido a semelhanças físicas entre Perseu Ribeiro de Almeida, de 33 anos, e um miliciano que frequentava e morava perto do lugar, Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26 anos, as investigações seguem em andamento. A polícia federal foi envolvida no andamento das diligências do caso.

Elas darão conta de confirmar as motivações do crime e de descobrir quem são as pessoas envolvidas em ordenar os homicídios. A respeito dos ataques, de acordo com a PM, agentes fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar os suspeitos. O policiamento foi reforçado.


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