Carlos Bolsonaro reage após ação por ser forasteiro em Santa Catarina
Carlos Bolsonaro reage após ação por ser forasteiro em Santa Catarina
Carlos Bolsonaro reagiu nesta quinta-feira (16) ao arquivamento, pelo Ministério Público Eleitoral, do procedimento que questionava a legalidade da transferência de seu domicílio eleitoral para Santa Catarina. Pré-candidato ao Senado, o político que construiu sua carreira no Rio de Janeiro afirmou que a denúncia nunca tirou seu sono.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Carlos disse que o promotor responsável pelo caso determinou o arquivamento. Na sequência, transformou a decisão sobre o domicílio eleitoral em discurso de campanha e atribuiu o questionamento ao medo da “força da direita” e do sobrenome Bolsonaro no estado.
O Ministério Publico Eleitoral determinou o arquivamento de um absurdo processo que tentava questionar a mudança do meu domicílio eleitoral para Santa Catarina.
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) July 16, 2026
Seguimos firmes.🇧🇷👍🏻 pic.twitter.com/IaX7OQhafn
Carlos Bolsonaro se apresenta como “catarinense por adoção”
Carlos Bolsonaro afirmou que já esperava sofrer ataques quando decidiu trocar o Rio de Janeiro por Santa Catarina. O pré-candidato se apresentou como “catarinense por adoção” e vinculou seu projeto eleitoral ao grupo do governador Jorginho Mello.
“Uma tentativa de quem tem medo da força da direita no estado e do nome Bolsonaro, todos unidos em torno do governador Jorginho Mello.”
O filho de Jair Bolsonaro também disse que caberá ao eleitorado catarinense julgar sua mudança nas urnas, durante o primeiro turno das eleições, marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro.
O arquivamento encerra o questionamento apresentado ao Ministério Público Eleitoral, mas não elimina a crítica política à transferência de um nome construído eleitoralmente no Rio para disputar uma das vagas de Santa Catarina no Senado. Na gravação, Carlos não enfrenta esse ponto e limita a resposta à regularidade jurídica da mudança e à força eleitoral de sua família.
Eduardo Bolsonaro usa carreira no Rio para defender Carlos
Eduardo Bolsonaro compartilhou a publicação do irmão e atacou a resistência à candidatura. Para defendê-lo da acusação de forasteiro, recordou que Carlos tomou posse como vereador do Rio de Janeiro em 1º de janeiro de 2001, aos 18 anos, e que já enfrentava naquela época um questionamento sobre sua candidatura.
Mal sabem eles, que na 1ª posse de @CarlosBolsonaro, de vereador em 1º/JAN/2001, aos recém completos 18 anos de idade, ele pisou no gramado político já respondendo a um questionamento semelhante, onde tentavam impugnar sua candidatura pela pouca idade - jamais por poucos votos… https://t.co/PmLxtdxeXF
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 17, 2026
“Jamais por poucos votos”, escreveu Eduardo. A resposta, porém, reforça justamente a origem da crítica: para justificar a pretensão do irmão em Santa Catarina, o ex-deputado recorreu à trajetória eleitoral construída por Carlos durante décadas no Rio de Janeiro.
A mudança de domicílio e a tentativa de levar Carlos ao Senado já provocaram um racha entre integrantes da extrema direita catarinense. Lideranças locais resistiram à importação da candidatura, enquanto integrantes do clã Bolsonaro passaram a tratar a vaga como parte do patrimônio político da família.
No vídeo, Carlos encerrou a manifestação com o lema “Deus, pátria, família e liberdade” e voltou a atribuir as críticas à “esquerda e ao sistema”. O arquivamento afasta, nesse procedimento, a suspeita de irregularidade eleitoral, mas não decide o embate político sobre a presença de um candidato de fora na disputa catarinense.