(VELHA POLÍTICA) - Flávio Bolsonaro posa ao lado de Eduardo Cunha e até bolsonaristas criticam: “acorda Brasil”

Pré-candidato à presidência do PL ganhou elogios do ex-presidente da Câmara que tenta voltar à vida política

Por Por: Yuri Ferreira
3 Min

O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) pousou nas redes sociais ao lado do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG), condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O encontro ocorreu nesta terça-feira (2), antes da uma entrevista do bolsonarista à rádio 89 Maravilha, emissora evangélica controlada pelo ex-deputado, que tenta voltar à vida pública e deve ser candidato à deputado federal pelo estado de Minas Gerais em 2026 — e aguarda decisão do STF que pode garantir sua elegibilidade.

Cunha afirmou que Flávio recebeu a “missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026”.

Eduardo Cunha e TariFlávio Os dois homens certos para conversar sobre o futuro do Brasil.
Um futuro sem PIX.pic.twitter.com/TsJLVGmEw3

— Victor Garcia (@toninhodocall) June 2, 2026

As reações das redes foram rápidas. No perfil SpaceLiberdade, ligado a grupos de extrema direita, as críticas foram inúmeras.

“Se aliou a mais uma raposa velha do sistema, Flávio é suco de centrão”, disse um usuário. “Misturar com Eduardo Cunha? Que vençam Caiado ou Zema! Se Deus quiser!”, disse outro. “Que direita é essa? Olavo teria vergonha de vocês…”, afirmou um internauta. “Espero que seja IA, porque se for real, estou fora… Meu voto é valioso”, afirmou outro. “Acorda, Brasil”, disse um tuiteiro.

Condenado por corrupção e inelegível

Eduardo Cunha e o ex-deputado Henrique Eduardo Alves foram condenados em 1ª instância em 2024 por receber propina para acelerar a aprovação de créditos junto ao FI-FGTS (Fundo de Investimento do FGTS) em benefício de empresas e empreiteiras. O dinheiro ilegal, estimado em R$ 4 milhões, foi utilizado para financiar campanhas eleitorais naquele ano de 2014.

A ação está na mão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após mudança de interpretação sobre o foro privilegiado.

Conhecido por ter sido o articulador do golpe de 2016 que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, Eduardo Cunha está inelegível em decorrência da cassação de seu mandato parlamentar por quebra de decoro parlamentar, aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados em setembro de 2016 por 450 votos a 10.

A punição ocorreu após o Conselho de Ética constatar que o ex-presidente da Câmara mentiu à CPI da Petrobras ao negar a existência de contas bancárias secretas em seu nome no exterior. Com base na Lei da Ficha Limpa, a perda do mandato gerou automaticamente a suspensão de seus direitos políticos pelo período restante daquela legislatura somado a mais oito anos; embora ele tenha tentado reverter a restrição na Justiça comum para disputar o pleito de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a liminar e confirmou a validade da punição legislativa.

FONTE: https://revistaforum.com.br