Carluxo replica fake news de Lauro Jardim sobre filme de Lula bancado por Vorcaro

Por História de Henrique Rodrigues
4 Min
Carluxo replica fake news de Lauro Jardim sobre filme de Lula bancado por Vorcaro
Carluxo replica fake news de Lauro Jardim sobre “filme de Lula” bancado por Vorcaro/ Imagem: Montagem

No momento em que o clã Bolsonaro enfrenta o que muitos analistas já consideram o “beijo da morte” político, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o Carluxo, decidiu acionar a engrenagem de desinformação que o tornou célebre à frente do “gabinete do ódio”. Conhecido por seu comportamento errático, descompensado e por ser o principal expoente das teorias conspiratórias da “seita ideológica”, o filho Zero Dois do ex-presidente Jair Bolsonaro utilizou suas redes sociais para dar sobrevida a uma fake news descabida e já amplamente desmentida, originalmente publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A estratégia é nítida: fabricar um escândalo artificial para estancar a hemorragia causada pelas revelações devastadoras que atingem seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro. Carluxo replicou um print sugerindo que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, estaria financiando uma cinebiografia do presidente Lula. No entanto, o fato é inexistente. Como bem demonstrou o editor-chefe da Fórum, Renato Rovai,  a “notícia” de Jardim foi uma peça de ficção política desenhada para oferecer um alento à base bolsonarista e criar uma cortina de fumaça sobre crimes reais.

O abismo de R$ 61 milhões e o fim da linha para Flávio

A urgência de Carluxo em mentir se justifica pelo tamanho do desastre que abateu a família. Flávio Bolsonaro foi flagrado em áudios explícitos e comprometedores, nos quais solicitava a vultosa quantia de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro. As investigações apontam que, desse montante, R$ 61 milhões foram efetivamente entregues, configurando um dos maiores escândalos de corrupção da história da política brasileira, dada a proximidade direta entre o legislador e o operador financeiro criminoso.

O impacto desse vazamento foi nuclear. Nos corredores do Congresso Nacional e entre os próprios aliados da direita, a sensação é de que a carreira política e qualquer pretensão eleitoral futura de Flávio Bolsonaro foram encerradas. Diante de provas tão contundentes, a desfaçatez de Carlos Bolsonaro ao tentar inverter o jogo é considerada por analistas como um ato de desespero. É a cara de pau levada ao extremo: enquanto a conta bancária e as relações de sua própria família são expostas como um balcão de negócios escusos, ele tenta apontar o dedo para Lula e o PT com base em uma mentira fabricada, acusando os adversários exatamente daquilo que eles foram flagrados fazendo.

A armadilha da “equivalência” denunciada pela Fórum

Ao analisar o papel de Lauro Jardim nesse episódio, Renato Rovai foi preciso ao apontar que o colunista agiu para conferir uma falsa sensação de “equivalência” ética ao público. No jornalismo de conveniência, tenta-se criar a narrativa de que “todos são iguais”. Contudo, Rovai deixou claro que o artigo de Jardim foi uma manobra para salvar a narrativa bolsonarista: tentou-se comparar um crime financeiro comprovado de R$ 61 milhões com uma suposta produção cinematográfica que sequer existe e com a qual o atual governo não tem qualquer relação.

Em sua postagem, Carluxo disparou contra a “isentosfera” e misturou uma salada de temas, citando desde patrocínios ao Flamengo e à Fórmula 1 até a ausência de assinaturas do PT em CPIs, tudo para tentar validar a mentira de Lauro Jardim. “Previsível com muita prudência e sofisticada”, ironizou o ex-vereador amalucado, tentando posar de vítima de uma conspiração midiática.

A realidade, porém, é muito menos “sofisticada” e muito mais brutal: o bolsonarismo está acuado por evidências físicas de corrupção sistêmica. Sem argumentos jurídicos e com a reputação de Flávio em frangalhos, resta a Carlos Bolsonaro o papel de sempre, o de incendiário digital que tenta queimar a verdade para que as chamas escondam os crimes de sua própria família. A tentativa de criar um “Lulagate” a partir do caso Vorcaro é apenas mais uma peça de ficção produzida pelo gabinete que se recusa a aceitar que o cerco, desta vez, se fechou.


FONTE: https://www.msn.com
Tags »
Notícias Relacionadas »