Há ainda quem, ocupando cargos públicos e posições de poder, insista em tratar veículos de comunicação como peças descartáveis de conveniência momentânea — úteis apenas quando servem ao interesse próprio e ignoráveis quando passam a exigir transparência, coerência e responsabilidade.
Quando gestores tentam conduzir relações institucionais baseadas em promessas vazias, falácias ensaiadas e tratamento seletivo, cometem um erro estratégico grave: subestimam a força da informação e o alcance de quem trabalha com ela diariamente.
A comunicação não é brinquedo de gabinete, nem instrumento de vaidade política. Comunicação institucional exige seriedade, respeito e, acima de tudo, compromisso. O problema começa quando alguns gestores preferem o caminho da desvalorização, da arrogância silenciosa e da falsa sensação de controle.
Ah!. Tratamento seletivo, desprezo calculado, direcionamento de narrativas e tentativas irresponsáveis de manipulação não passam despercebidos. A imprensa observa. Registra. Arquiva. E, principalmente, responde.
O poder dos veículos de comunicação continua sendo profundamente impactante — para construir reputações ou desmontar farsas. Pode servir ao interesse público, quando exercido com responsabilidade, ou expor fragilidades, quando provocado pela irresponsabilidade de quem acredita que pode brincar com a inteligência coletiva.
Alguns esquecem que paciência institucional também tem limite. E quando esse limite se rompe, não há nota oficial que consiga remendar o desgaste.
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Gestores precisam entender que respeito não se negocia com promessas vazias, nem se compra com conveniências temporárias. Quem menospreza a comunicação geralmente só percebe sua força quando já está no centro dela.
E aí, quase sempre, já é tarde.
Fiquemos atentos.
Por: Jerlane C. de Melo
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