A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou ter sido vítima de assédio duas vezes desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita nesta terça-feira (3), durante participação no programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil
Ao comentar o tema, Janja relatou ter enfrentado as situações mesmo contando com aparato de segurança. “Eu fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que me acho segura, e mesmo assim fui assediada”, afirmou. Sem detalhar os episódios, a primeira-dama questionou a exposição cotidiana enfrentada por outras mulheres. “Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados [fui assediada], imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum”, disse.
Janja diz que já foi assediada duas vezes na condição de primeira-dama.
— Flávia Maynarte ☭🔺 (@Flaviamaynarte) March 4, 2026
''Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, tudo, sou assediada, imagina uma mulher no ponto do ônibus às 10 horas da noite", afirmou.
Uma triste realidade. pic.twitter.com/D34s5jIbwt
A entrevista integrou uma edição especial do programa dedicada ao debate sobre violência doméstica e feminicídio no Brasil. A atração foi apresentada por Cissa Guimarães e contou ainda com a participação de Daniela Grelin, diretora-executiva da No More Foundation, e de Antonia Pellegrino, diretora de conteúdo e programação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Durante a entrevista, Janja também abordou o Pacto dos Três Poderes contra o Feminicídio, iniciativa lançada pelo governo federal em fevereiro com articulação da primeira-dama.
O programa prevê atuação coordenada entre Executivo, Legislativo e Judiciário para prevenir a violência contra meninas e mulheres.Entre as metas anunciadas estão a aceleração do cumprimento de medidas protetivas, o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência em todo o país, a ampliação de ações educativas e a responsabilização de agressores, com foco no combate à impunidade.