Cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel se entrega à PF após prisão preventiva determinada por André Mendonça

Decisão do STF aponta Zettel como “operador financeiro” do grupo investigado; PF diz apurar crimes como ameaça, corrupção, lavagem e invasão de dispositivos informáticos.

Por Por: Diego Feijó de Abreu-
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Cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel se entrega à PF após prisão preventiva determinada por André Mendonça
- André Mendonça, Bolsonaro com André Valadão e Fabiano Zettel (Ascom STF / PR / Reprodução de vídeo)

O empresário e pastor da Igreja Lagoinha Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (controlador do Banco Master), se apresentou à Polícia Federal em São Paulo na manhã desta quarta-feira, 4 de março de 2026, após ter a prisão preventiva decretada por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Zettel é um dos alvos da 3ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada hoje, que também levou à prisão preventiva de Vorcaro. A PF informou que a etapa tem como objetivo investigar a “possível prática” de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a organização criminosa, além de cumprir 4 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.

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O que diz a defesa

A apresentação de Zettel foi confirmada pela defesa, que afirmou que ele está à disposição das autoridades, embora ainda não tenha tido acesso ao conteúdo das investigações.

O que está na decisão do STF

Na decisão (PET 15.556/DF) que embasa as medidas, Mendonça registra que a representação da PF pede prisões e outras cautelares para assegurar as investigações sobre um conjunto de crimes incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, e delitos ligados à administração da Justiça.

No trecho dedicado a Zettel, o ministro anota que elementos reunidos indicariam atuação “direta e reiterada” em apoio a Vorcaro, com intermediação e operacionalização de pagamentos ligados ao grupo investigado e menções a repasses associados ao grupo informal conhecido como “A Turma”.

Em outro ponto, o texto afirma que “não é possível dissociar” as condutas atribuídas a Vorcaro das de seu “operador financeiro e cunhado”, Fabiano Zettel, e cita “A Turma” como braço de coerção.

A decisão também lista como alvos de prisão preventiva, além de Vorcaro e Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva.

Medidas: buscas e bloqueio de até R$ 22 bilhões

A PF informou ainda que houve determinação judicial de afastamento de cargos públicos e sequestro/bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper movimentações de ativos e preservar valores potencialmente ligados às práticas investigadas


FONTE: https://revistaforum.com.br
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