O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, classificou as ações dos filhos de Jair Bolsonaro (PL), Eduardo e Flávio, como “iniciativas patéticas” na decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente.
"A Democracia brasileira atingiu a maturidade suficiente para afastar e responsabilizar patéticas iniciativas ilegais em defesa de organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado no Brasil", disse Moraes em sua decisão.
Na sequência, o magistrado descreve as tentativas realizadas pelos filhos de Bolsonaro de interferir no processo judicial. "Primeiro, um dos filhos do líder da organização criminosa, Eduardo Bolsonaro, articula criminosamente e de maneira traiçoeira contra o próprio País, inclusive abandonando seu mandato parlamentar. Na sequência, o outro filho do líder da organização criminosa, Flávio Bolsonaro, insultando a Justiça de seu País, pretende reeditar acampamentos golpistas e causar caos social no Brasil, ignorando sua responsabilidade como Senador da República", pontuou Moraes.
Neste domingo (23), o ex-presidente vai passar por uma audiência de custódia por videoconferência, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Prisão preventiva de Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi preso preventivamente por risco de fuga e sua detenção não se relaciona ainda com a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A ação penal contra o ex-presidente deve transitar em julgado nos próximos dias.
A decisão do STF que autorizou a prisão pontua que o ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica para "garantir êxito em sua fuga".
Uma “vigília” convocada por Flávio Bolsonaro, em frente à casa de seu pai, também foi um dos motivos que justificaram a decretação da prisão preventiva do ex-presidente.