(PROTAGONISMO) - 2026 VEM AÍ: SER OU NÃO SER. EIS A QUESTÃO.

Lembrando: robô não vota. E duplicidade de aparelho não multiplica voto.

Por Jornalista Jerlane Calheiros-
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(PROTAGONISMO) - 2026 VEM AÍ: SER OU NÃO SER. EIS A QUESTÃO.
Montagem publicanews.com.br - Internet

Os bastidores fervem — acordos, alianças, promessas e selfies.

A pergunta é: quem será, de fato, o protagonista do próximo ato?

Ser ou não ser — eis a questão.

E, convenhamos, em política, o roteiro é raramente improvisado.

Enquanto alguns se dizem “surpresos” com o próprio desempenho, outros já ensaiam o discurso da continuidade. Nada de novo sob o sol: a engrenagem familiar segue bem lubrificada.

Se o projeto é individual, coletivo ou “combinado”, pouco importa — o que conta é manter o controle do tabuleiro, nem que para isso seja preciso abrir espaço para esposa, pai, mãe, irmão, tia, papagaio e periquito.

Ecoa o slogan abracadabra: “O trabalho pode chegar para toda Alagoas.”

Mas, afinal, que trabalho é esse?

O marketing é eficiente, os vídeos - inclusive o recente - emocionam, a música empolga — mas a realidade insiste em destoar do roteiro.

A complexidade de governar um Estado vai muito além da instalação de uma roda-gigante em cada cidade ou de uma educação “quase” privatizada. Exige mais do que maquiagem na saúde ou asfaltos que se desfazem na primeira chuva. Governar é compreender realidades, enfrentar desigualdades e entregar soluções que resistam ao tempo — e não apenas aos holofotes.

Ah! E o transporte escolar? Continua sendo um dos capítulos mais comentados — e criticados — da Levada ao Benedito Bentes; do Vergel ao Santos Dumont e, do Trapiche a Riacho Doce. Enfim, por toda Maceió.

O discurso da eficiência e da gestão moderna funciona bem nas redes, mas tropeça quando sai da tela.

Porque, no fim das contas, governar não é sobre curtidas — é sobre consequência.

O tabuleiro eleitoral está montado, as peças se movimentam conforme as pesquisas (quando sérias), os números e os algoritmos.

Mas seria bom lembrar: robô não vota. E duplicidade de aparelho não multiplica voto.

2026 vem aí.

E, com ele, a chance de separar o espetáculo da gestão — e o marketing da realidade.

Por: Jornalista Jerlane Calheiros.

*O texto acima não reflete a opinião do portal de notícias publicanews.com.br


FONTE: publicanews.com.br
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