Maceió foi palco, neste domingo (21), de uma das maiores manifestações populares do ano. Milhares de alagoanos ocuparam as ruas da capital em protesto contra a chamada “anistia dos golpistas”, proposta que tramita no Congresso Nacional e que pode beneficiar envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Foto: Mack Dias
Com faixas, cartazes e gritos de ordem, os manifestantes pediram “sem anistia” e defenderam o fortalecimento da democracia brasileira. A concentração começou no início da manhã no 7 coqueiros Ponta Verde, onde lideranças políticas, sindicais e sociais realizaram discursos inflamados contra qualquer tentativa de perdão a crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Entre os presentes estavam representantes de centrais sindicais, movimentos estudantis, partidos políticos e organizações da sociedade civil. A manifestação também contou com a participação de artistas e coletivos culturais, que deram tom de resistência ao ato.
O advogado Raudrin de Lima, líder da União dos Sites e Semanários de Alagoas (USSA), foi categórico ao criticar a tentativa de anistia:
“O País não pode perdoar os golpistas da democracia que querem vender o Brasil para Trump. Esses atos não foram apenas contra prédios públicos, foram contra a soberania nacional”, declarou.
As mobilizações em Alagoas se somaram a atos realizados em diversas capitais brasileiras, compondo uma jornada nacional de protestos que reforça a pressão popular sobre o Congresso e o Governo Federal para que rejeitem qualquer tipo de anistia aos envolvidos nos ataques às instituições.
Por: Redação