O Brasil é pauta na imprensa internacional. A mais recente c a p a da revista The Economist, com o ex-presidente Jair Bolsonaro vestido como o “viking” da invasão ao Capitólio, em 2021, e os dizeres “O que o Brasil pode ensinar aos EUA”, repercutiu no país.
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“Lição de maturidade democrática”
Dentro, o título do editorial diz: “Brasil dá lição de maturidade democrática aos Estados Unidos”, em referência ao início do julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe, marcado para 2 de setembro.
A revista ainda afirma que este é um “caso-teste de como países se recuperam de uma febre populista”.
Vale lembrar que os Estados Unidos tiveram seu próprio episódio de tentativa de golpe em 6 de janeiro de 2021, quando centenas de pessoas invadiram o Capitólio, apoiados no discurso inflamado de Donald Trump.
O editorial foi celebrado inclusive nos corredores do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores). Diplomatas interpretam a matéria como um poderoso endosso “insuspeito”, segundo o UOL.
"É uma revista liberal/conservadora. Não é o Le Monde Diplomatique", refletiu um diplomata. Outro afirmou, enquanto espalhava a notícia via WhatsApp: "Não tem como não comemorar".
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“Os Estados Unidos estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários — com Donald Trump, esta semana, mexendo com o Federal Reserve (Fed) e ameaçando cidades controladas pelos democratas”, analisa o editorial da The Economist.
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E declara: “Em contraste, mesmo com o governo Trump punindo o Brasil por processar Bolsonaro, o próprio país está determinado a salvaguardar e fortalecer sua democracia”.
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Quem desafia Trump
Não é a primeira vez que a imprensa internacional reconhece a postura confrontacional do Brasil em relação aos Estados Unidos. No final de julho, o The New York Times titulava uma entrevista com Lula da seguinte forma: “Ninguém está desafiando Trump como o presidente do Brasil”.
“Seriedade não exige subserviência”
“Tenham certeza de que estamos tratando isso [a taxação de Trump] com a máxima seriedade. Mas seriedade não exige subserviência”, disse o presidente brasileiro ao renomado jornal. “Trato a todos com muito respeito. Mas quero ser tratado com respeito”.
Poder demais?
Ao mesmo tempo, o editorial do The Economist também ressalta o perigo de que os juízes do STF detenham muito poder em suas mãos, mas os prognósticos parecem positivos.
O adulto na sala
O texto termina com uma conclusão: “Pelo menos temporariamente, o papel do adulto democrático do hemisfério ocidental mudou para o sul”.