(SERÁ?) - Encontro entre Rodrigo Cunha e empresário da Vai de Bet levanta suspeitas sobre patrocínios em eventos de Maceió
A conexão
Senador Rodrigo Cunha (terceiro da esquerda/direita)durante encontro - Cortesia com montagem publicanews
O senador Rodrigo Cunha (União-AL) esteve presente, em 15 de agosto de 2023, na posse dos membros da recém-criada Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), em Brasília. O que poderia ser apenas mais um evento do setor de apostas e loterias ganhou novas camadas de questionamento quando foi revelado que, ao lado do senador, estava o empresário José André da Rocha Neto, proprietário da plataforma de apostas Vai de Bet. Rocha Neto está sendo investigado pela operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, em um esquema que resultou no bloqueio de mais de R$ 2 bilhões em ativos financeiros. As investigações apontam fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo apostas e jogos em cinco estados brasileiros.
A conexão entre Cunha e o empresário investigado traz à tona uma série de questionamentos sobre os desdobramentos que se seguiram a esse encontro. Em dezembro de 2023, a plataforma Vai de Bet foi anunciada como principal patrocinadora do Massayó Verão, evento promovido pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), entidade que está sob a presidência de Myriel Neto, ex-assessor do senador e indicado por ele para o cargo.
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Gusttavo Lima tem contrato há dois anos com bet alvo da polícia - Reprodução O mais intrigante é que a escolha da Vai de Bet como patrocinadora se deu sem contrato formal e sem licitação pública, o que foge aos procedimentos esperados para eventos dessa magnitude, gerando uma sombra de dúvidas sobre a transparência dos processos. A mesma plataforma ainda patrocinou o São João de Massayó, evento festivo da prefeitura de Maceió realizado em junho de 2024, novamente sem os devidos processos de contratação pública.
Além do vínculo questionável com a empresa investigada, os dois eventos promovidos pela prefeitura contaram com a presença de Millane Hora, esposa do senador Cunha, como uma das atrações principais. Mais uma vez, não houve transparência sobre os termos de sua contratação, já que a Prefeitura de Maceió não apresentou contratos ou justificativas formais sobre a dispensa de licitação para a cantora, algo que poderia ser esperado em um contexto de gestão pública rigorosa.
A coincidência entre a escolha de patrocinadores e a participação da esposa de Cunha reforça a percepção de que interesses privados podem estar sendo favorecidos em detrimento de um processo transparente. O senador, agora candidato a vice-prefeito de Maceió, em chapa com o atual prefeito JHC, está cada vez mais envolvido em questões que exigem respostas claras. Caso seja eleito, Cunha abrirá uma vaga no Senado, que seria ocupada por Eudócia Caldas, mãe de JHC, por um período de dois anos, o que gera ainda mais controvérsia sobre um possível arranjo político pouco ortodoxo. Até o momento, a assessoria de Rodrigo Cunha não se manifestou sobre o caso, mesmo diante dos questionamentos levantados. Não foram fornecidas explicações sobre sua relação com José André da Rocha Neto, tampouco sobre os pagamentos recebidos por Millane Hora nas suas apresentações nos eventos de Maceió. O silêncio do senador apenas aprofunda as dúvidas sobre a natureza de seus vínculos e as eventuais implicações legais que podem surgir dessa teia de relações políticas e empresariais.
A ausência de respostas apenas amplia a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre o papel da Vai de Bet, suas conexões com a prefeitura de Maceió e o envolvimento do senador Rodrigo Cunha em decisões que levantam suspeitas de conluio e favorecimento pessoal. O espaço para esclarecimentos segue aberto, mas a falta de transparência e o acúmulo de fatos obscuros não favorecem a imagem pública do senador, que, cada vez mais, parece ver seu nome associado a práticas que exigem explicações urgentes e detalhadas.
Por: Agência de Notícias
A conexão entre Cunha e o empresário investigado traz à tona uma série de questionamentos sobre os desdobramentos que se seguiram a esse encontro. Em dezembro de 2023, a plataforma Vai de Bet foi anunciada como principal patrocinadora do Massayó Verão, evento promovido pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), entidade que está sob a presidência de Myriel Neto, ex-assessor do senador e indicado por ele para o cargo.
Gusttavo Lima tem contrato há dois anos com bet alvo da polícia - Reprodução O mais intrigante é que a escolha da Vai de Bet como patrocinadora se deu sem contrato formal e sem licitação pública, o que foge aos procedimentos esperados para eventos dessa magnitude, gerando uma sombra de dúvidas sobre a transparência dos processos. A mesma plataforma ainda patrocinou o São João de Massayó, evento festivo da prefeitura de Maceió realizado em junho de 2024, novamente sem os devidos processos de contratação pública.
Além do vínculo questionável com a empresa investigada, os dois eventos promovidos pela prefeitura contaram com a presença de Millane Hora, esposa do senador Cunha, como uma das atrações principais. Mais uma vez, não houve transparência sobre os termos de sua contratação, já que a Prefeitura de Maceió não apresentou contratos ou justificativas formais sobre a dispensa de licitação para a cantora, algo que poderia ser esperado em um contexto de gestão pública rigorosa.
A coincidência entre a escolha de patrocinadores e a participação da esposa de Cunha reforça a percepção de que interesses privados podem estar sendo favorecidos em detrimento de um processo transparente. O senador, agora candidato a vice-prefeito de Maceió, em chapa com o atual prefeito JHC, está cada vez mais envolvido em questões que exigem respostas claras. Caso seja eleito, Cunha abrirá uma vaga no Senado, que seria ocupada por Eudócia Caldas, mãe de JHC, por um período de dois anos, o que gera ainda mais controvérsia sobre um possível arranjo político pouco ortodoxo. Até o momento, a assessoria de Rodrigo Cunha não se manifestou sobre o caso, mesmo diante dos questionamentos levantados. Não foram fornecidas explicações sobre sua relação com José André da Rocha Neto, tampouco sobre os pagamentos recebidos por Millane Hora nas suas apresentações nos eventos de Maceió. O silêncio do senador apenas aprofunda as dúvidas sobre a natureza de seus vínculos e as eventuais implicações legais que podem surgir dessa teia de relações políticas e empresariais.
A ausência de respostas apenas amplia a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre o papel da Vai de Bet, suas conexões com a prefeitura de Maceió e o envolvimento do senador Rodrigo Cunha em decisões que levantam suspeitas de conluio e favorecimento pessoal. O espaço para esclarecimentos segue aberto, mas a falta de transparência e o acúmulo de fatos obscuros não favorecem a imagem pública do senador, que, cada vez mais, parece ver seu nome associado a práticas que exigem explicações urgentes e detalhadas.
Por: Agência de Notícias
FONTE: Por: Agência de Notícias