14/04/2024 às 12h42min - Atualizada em 14/04/2024 às 12h42min

Representante do X no Brasil renuncia ao cargo, segundo documento da Junta Comercial de SP

Advogado Diego de Lima Gualda saiu da empresa dois dias após Elon Musk atacar o ministro Alexandre de Moraes

Stéphanie Araujo
https://www.terra.com.br
Elon Musk, CEO da SpaceX e Tesla e proprietário do X, anteriormente conhecido como Twitter -Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes/File Photo
O representante e administrador responsável pelo X, antigo Twitter, no Brasil, o advogado Diego de Lima Gualda, renunciou ao cargo, segundo documento da Junta Comercial de SP.

A ficha cadastral da empresa no órgão data a carta de renúncia como tendo sido protocolada no dia 8 de abril, dois dias após Elon Musk, dono da empresa, ameaçar descumprir ordens judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF) e atacar o ministro Alexandre de Moraes.

Gualda assumiu o cargo em agosto de 2023 como procurador e administrador da empresa no País, e já havia ocupado a função de diretor jurídico. Em sua conta no LinkedIn, o advogado data o fim de sua atuação na empresa como abril de 2024. Não há registros no sistema da Junta de um novo nome ocupando a função.

A reportagem tenta contato com o advogado.

Entenda o embate

No sábado, 6, Musk utilizou a sua rede social para acusar Moraes de infringir a Constituição brasileira e promover a censura em decisões judiciais. No dia seguinte, Musk voltou a atacar Moraes, afirmando que o ministro deveria renunciar à sua cadeira na Corte ou sofrer um impeachment.

Em resposta, o ministro incluiu o empresário como investigado no inquérito das milícias digitais por "dolosa instrumentalização" do X. Na segunda, 8, o empresário repetiu o ato, chamando-o de "ditador" e afirmando que ele teria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "na coleira".

Lula reagiu às críticas de Musk e alfinetou o empresário indiretamente em dois eventos do governo federal. Na terça-feira, 9, sem citar o nome do empresário, ele insinuou que "tem até bilionário tentando fazer foguete", mas que deveria usar o seu dinheiro para "ajudar a preservar" o meio ambiente. Na quarta-feira, 10, o petista chamou o bilionário de "empresário americano que nunca produziu um pé de capim" no Brasil, também sem citar seu nome.

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