20/03/2024 às 16h48min - Atualizada em 20/03/2024 às 16h48min

Operação da PF apura superfaturamento de R$ 5 milhões em compras de equipamentos durante pandemia da Covid-19

Investigação aponta irregularidades em processos de dispensa de licitações para aquisição de equipamentos

Redação Terra
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Polícia Federal batizou a operação de 'Eco', em referência à mitologia grega, especificamente a uma jovem que falava demais Foto: Divulgação/Agência Brasil / Estadão
A Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira, 20, a Operação Janus, que tem como objetivo investigar uma possível fraude de R$ 5 milhões relacionada ao superfaturamento em compras de equipamentos para o combate à pandemia.

Em um comunicado, a PF informou que um grupo é suspeito de fraudar licitações emergenciais ligadas à aquisição de equipamentos para o combate à Covid-19. Se os crimes forem confirmados, os envolvidos na operação podem ser acusados de associação criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e crimes relacionados a licitações.

A operação realizada mobilizou cerca de 50 policiais federais e 12 auditores da Controladoria Geral da União (CGU). Eles estão cumprindo 10 mandados de busca e apreensão, emitidos pela 4ª Vara Federal de São João de Meriti (RJ), em residências, empresas e escritórios associados à suposta organização criminosa, nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Bom Jardim.

A Justiça Federal também ordenou o bloqueio de bens e valores de cerca de R$ 5 milhões, conforme divulgado pela PF. Durante a busca na residência de um dos investigados, os agentes da PF confiscaram relógios de luxo e 6 mil dólares (equivalente a aproximadamente R$ 30 mil).

No comunicado divulgado sobre a operação, a PF menciona que a investigação teve início em 2020 para averiguar possíveis irregularidades em procedimentos de dispensa de licitação relacionados a compras urgentes de equipamentos destinados ao combate à pandemia de Covid-19.

Entre as irregularidades investigadas,está  o superfaturamento em contratos firmados com a Prefeitura de Duque de Caxias, realizados por meio de empresas fictícias, com a participação de pessoas que também teriam o objetivo de dissimular a origem e o destino dos recursos obtidos de forma ilícita.

Além de cumprir as ordens judiciais e desfalcar financeiramente a organização criminosa, a polícia busca confiscar bens, valores e patrimônio adquiridos ilegalmente, com o intuito de impedir a reconstituição do grupo criminoso.

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