01/06/2023 às 19h52min - Atualizada em 01/06/2023 às 19h52min

Em depoimento, vítima de estupro diz que Thiago Brennand já confessou assassinatos

Primeira audiência do julgamento foi realizada 2ª Vara de Porto Feliz, no interior de SP, na terça-feira, 30

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O empresário Thiago Brennand, acusado de estupro e cárcere privado Foto: Reprodução/Facebook/ThiagoFV / Estadão

A mulher norte-americana que acusa Thiago Brennand, de 43 anos, de estupro fez novas revelações sobre o empresário durante  o primeiro dia de julgamento realizado na 2ª Vara de Porto Feliz, no interior de SP, na terça-feira, 30. Além de descrevê-lo como uma pessoa fria e violenta, ela afirmou que Brennand já teria confessado participação em assassinatos.

No depoimento obtido pelo Metrópoles, a vítima afirma ter sido estuprada por Brennand na casa dele em Porto Feliz, no interior paulista, em julho de 2021. A mulher conheceu o empresário quando tentava comprar um cavalo, os dois chegaram a se relacionar por alguns meses. Ela alega que, no início, a convivência era normal, mas ele passou a agir de forma violenta e confessou o envolvimento em assassinatos.

"Ele falou que, às vezes, fazia trabalhos (...) quando precisava pegar pessoas do mal, chamavam ele para pegar esses caras, então, ele matava bandido, matava caras que estupram criança", disse a vítima, que não teve a identidade revelada, durante o seu depoimento à Justiça. A mulher também afirmou que durante troca de mensagens chamou  Brennand de "criminoso" e ele concordou, respondendo "é, mas eu só mato gente ruim". 

Além da vítima, foram ouvidas a vítima e 3 testemunhas de defesa  na audiência. A audiência foi presidida pelo juiz Fernando Henrique Masseroni Mayer. Brennand também é réu em outros sete casos por crimes de violência sexual, tortura, ameaça, sequestro, cárcere privado, lesão corporal, corrupção de menores, calúnia, injúria e difamação. Ele deve  ser ouvido por videoconferência quando julgamento retomar em 21 de junho.

Prisão

Brennand foi extraditado dos Emirados Árabes e chegou ao Brasil em 29 de abril num processo de extradição que se arrastou por ao menos seis meses. Ele viajou ao país em setembro de 2022 horas antes de ser denunciado pelo Ministério Público por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia, em São Paulo.

Ele chegou a receber cinco ordens de prisão referentes a oito processos criminais na Justiça. Entre os casos estão, a agressão contra a modelo Helena Gomes, agredida na academia de um shopping na capital paulista; a mulher que o acusou de  tê-la mantido em cárcere privado e tatuado à força suas iniciais no corpo dela e a denúncia de estupro feita pela ex-miss e estudante de Medicina Stefanie Cohen.


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