21/02/2024 às 11h49min - Atualizada em 21/02/2024 às 11h49min

Blinken deixa reunião com Lula após quase 2h e não responde sobre Gaza

Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, entrou no Planalto pouco depois das 9h para reunião com Lula. Conversa durou quase 2 horas

Isabella Cavalcante
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Lula e Blinken durante encontro no Palácio do Planalto — Foto: Cristiano Mariz/ Agência O Globo

O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, chegou às 9h para o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (21/2), no Palácio do Planalto. A conversa durou cerca de 1 hora e 50 minutos.

Na saída, o secretário não quis responder se a tratativa envolveu a Faixa de Gaza, enclave da guerra entre Israel e Hamas, grupo da Palestina. Blinken agradeceu o tempo de Lula e disse ter sido uma “ótima reunião”.

Além disso, o representante dos Estados Unidos pontuou que os dois países fazem trabalhos importantes juntos e ressaltou a relação “bilateral, regional e global” dessas ações.

“Foi uma reunião muito boa. Estou grato ao presidente pelo seu tempo. Nós e o Brasil estamos fazendo tantas coisas importantes juntos, estamos trabalhando juntos bilateralmente, regionalmente, globalmente. É uma parceria importante e somos gratos pela amizade”, finalizou.

Veja:


“Reunião importante, sou grato ao presidente Lula por seu tempo”, diz Blinken

Assim que chegou ao Planalto, Blinken falou com a imprensa apenas que estava “animado” para a conversa. Ele estava acompanhado da embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Bagley.

Nesta manhã, era esperado o debate de temas bilaterais, como a presidência do Brasil no G20, ou Grupo dos Vinte, e as principais propostas do país à frente do bloco, como o combate à fome e à pobreza.


Blinken chega ao Planalto para encontro com Lula e diz estar “animado”

As repercussões a uma fala de Lula sobre a guerra entre Israel e Hamas, da Palestina, com uma comparação ao Holocausto, não eram, a princípio, o foco do encontro. O conflito armado seria debatido apenas caso o assunto partisse primeiramente do Brasil.

Os Estados Unidos, inclusive Blinken pessoalmente, já demostraram apoio a Israel na guerra, enquanto Lula defende a separação do Estado da Palestina e um cessar-fogo imediato.

Na terça-feira (20/2), Matthew Miller, do Departamento de Estado norte-americano, disse que “obviamente” o país discorda dos comentários feitos por Lula comparando a calamidade na Faixa de Gaza, enclave da guerra, com o Holocausto.

O Brasil propôs a paralisação do conflito no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas a solução foi vetada justamente pelo país norte-americano, que ontem repetiu o mesmo veto pela terceira vez. Entretanto, o fato não interrompeu as comunicações entre os presidentes dos dois países.

Lula e Joe Biden conversam sobre uma visita do chefe dos Estados Unidos ao solo brasileiro ainda neste primeiro semestre.

Blinken pousou em Brasília, na noite dessa terça-feira (20/2), com recepção de uma comitiva de embaixadores e membros do Itamaraty.

Antony Blinken, secretário dos Estados Unidos, acena ao chegar ao Palácio do Planalto para encontrar o presidente Lula - Metrópoles

Antony Blinken, secretário dos Estados Unidos, acena ao chegar ao Palácio do Planalto para encontrar o presidente Lula - Metrópoles

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Antony Blinken, secretário dos Estados Unidos, acena ao chegar ao Palácio do Planalto para encontrar o presidente Lula - Metrópoles

Mais agendas de Blinken

Imediatamente após a agenda em Brasília, Blinken se movimenta para o Rio de Janeiro para uma reunião do G20, onde deverá ser recepcionado por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Depois, embarcará para a Argentina e conversará com o presidente Javier Milei.


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