Prefeitura de Maceió esquece periferia e trabalhadores e crianças dividem espaço com animais em meio ao lixo
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Desempregada, Jennifer Beatriz, de 22 anos, mora na Avenida Senador Rui Palmeira, às margens da Lagoa Mundaú, e reclama da sujeira em frente a sua residência, se questionando o porque a Prefeitura de Maceió não “olha” para os bairros mais pobres.
Ainda no desabafo, ela diz que “os gestores só estão na Pajuçara, Ponta Verde, mas no Vergel o povo é esquecido”.‘’O lixo incomoda todo mundo e o prefeito não tem a coragem de mandar o povo limpar a praça que as crianças brincam, não tem um brinquedo bom, não tem nada. Mas o pior ainda é o lixo que incomoda todos. É porco, cachorro morto, é gato e a prefeitura não faz a parte dela’’, desabafou.
Luciana Ramos, de 44 anos, pasteleira no bairro, diz que perdeu parte da clientela por conta do lixo presente em frente ao seu local de trabalho.
Uma das clientes da pastelaria, Valdete Ferreira, de 54 anos, é amiga de Luciana e estava presente na ocasião, quando fez questão de falar com a reportagem e informar que o local é ‘’horrível e fede muito’’.‘’Os clientes chegam aqui e está o fedor, ontem mesmo tinha até galinha e outros animais mortos. Os coletores retiram o lixo um dia sim, ou outro não. Tudo bem que é essencial que a população faça a sua parte, mas a prefeitura tem de colaborar’’, aponta.
‘’O problema é recorrente, aqui a gente vê as crianças brincando perto do lixo, e os riscos de doenças por aqui aumentam. A prefeitura não está agindo corretamente, é necessário a retirada do lixo todos os dias’’, lamentou.