02/11/2023 às 09h49min - Atualizada em 02/11/2023 às 09h49min

Prefeitura de Maceió divulga informação falsa ao negar apoio a festival do bumba meu boi

30ª edição do Concurso de Bumba Meu Boi

Redação
Por: Agência de Notícias
Reprodução(Arte publicanews)
Pela primeira vez em 30 anos, Maceió pode ficar sem o Festival do Bumba Meu Boi, uma das mais populares festas do calendário da capital alagoana. A  prefeitura da capital propôs o cancelamento do evento, programado para o próximo mês de dezembro, alegando falta de orçamento na Secretaria Municipal de Cultura.
“A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (Semce), recém-criada, informa que o adiamento acontece para viabilizar a realização de um grande evento e marcar a 30ª edição do Concurso de Bumba Meu Boi, em fevereiro de 2024, quando os recursos financeiros já estarão disponíveis.”, diz nota da Secom de Maceió, explicando que o cancelamento se daria por falta de orçamento.
A nota da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Maceió, no entanto, não corresponde aos fatos. É falsa a informação. Dois decretos publicados em diário oficial do município de Maceió destinaram à recém-criada Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (Semce) mais de R$ 10 milhões de reais em Orçamento. 

O valor do patrocínio negado a Liga do Bumba Meu Boi é de R$ 240 mil, o suficiente para realizar o evento.  O decreto municipal Nº 9493 de 12 de julho destinou para a secretaria o valor de R$ 1.028.313,00 para viabilizar a gestão e pagamento da folha. Já o decreto Nº 9537 de 10 de agosto, adicionou um crédito suplementar em favor da pasta no valor de R$ 8.760.827,51.

A Semce tem, de acordo com dados do portal da transparência, mais de R$ 8 milhões  possíveis de serem utilizados na realização de atividades culturais. 

As informações vão de encontro ao que alegou a Prefeitura de Maceió, através da Secom e Semce, para justificar a suspensão do histórico Festival do Boi. O descaso com a cultura local vai prejudicar mais de 3 mil pessoas diretamente e outras 50 mil que acompanham o festival.

Entre os organizadores, o clima é de revolta. O presidente da Liga, Allan Vitor, disse que a atividade envolve várias comunidades da periferia de Maceió: "São serralheiros, pintores, músicos, cantores", detalha. "Fora a movimentação nos bairros, torcida e outros atores indiretamente envolvidos com a atividade", completou, em entrevista à TV Gazeta.

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